quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

'Esse negócio vai acabar muito mal. Só não sabemos quando e onde'


Para gestor, desfecho da crise europeia causará grande perda de riqueza no mundo


Leandro Modé - O Estado de S.Paulo
O semblante tranquilo engana. Luís Stuhlberger, considerado um dos melhores gestores de recursos do Brasil, está preocupado com o desfecho da crise global. "Esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedentes, não há previsibilidade", afirma, em entrevista exclusiva ao Estado.
Stuhlberger conquistou sua reputação principalmente por causa do trabalho à frente dos fundos da família Verde, destaque de rentabilidade na empresa criada e administrada por ele, a Hedging-Griffo (desde 2006, Credit Suisse Hedging-Griffo, após a venda de metade do capital para o banco suíço). Neste ano, o fundo rendeu pouco acima do CDI, taxa de juros de referência no mercado financeiro. "Num ano em que a bolsa cai tudo isso (mais de 15%), a gente está no CDI. Acho que meu papel está ok. Nossos clientes estão felizes."
A análise de Stuhlberger sobre o Brasil é dividida em duas partes. No curto prazo, afirma, tudo vai bem. "Mas há sinais de que algo está errado. Imóvel está caro, nosso Big Mac é o mais caro do mundo, nosso Corolla é o mais caro do mundo, a nossa arte está ficando a mais cara do mundo", exemplifica. "Nada disso surpreende a presidente Dilma (Rousseff). O duro é, dentro desse sistema político que vivemos, consertar." A seguir, os principais trechos da entrevista, dividida por tópicos:
O fim de um modelo
"Desde o fim da Segunda Guerra, não há algo assim. É de uma gravidade e incerteza bem maiores do que os mercados hoje apontam. No pós-Segunda Guerra tivemos crises, claro, mas não são crises de esgotamento de modelo em escala global. A síntese é essa: o esgotamento de um modelo em escala global. Com a queda do comunismo, sobraram o capitalismo, a social-democracia e o regime asiático - que é uma ditadura consentida. A social-democracia (modelo em xeque) domina cerca de 90% do mundo."
Alternativas
"Nunca entendi como a Europa e os Estados Unidos poderiam, no longo prazo, ser iguais, visto que um gasta 50% do PIB e o outro, 30%. O mercado demorou a se dar conta disso. Mas, quando aconteceu, em alguns meses, a social-democracia entrou em colapso. Isso acontece porque a social-democracia prometeu muito. E as futuras gerações não vão conseguir entregar. Do que estamos falando? Trabalhar pouco. É um sonho. Quem de nós não quer trabalhar 30 horas por semana, ter férias de dois, três meses, licença-maternidade de um ano, emendar todos os feriados e, mais ainda, que o governo dê tudo? Todos querem. O problema é: quem vai pagar? E não estou falando de algo escrachado como a Grécia. Falo de França, Itália e Espanha. Temos hoje milhões de discussões que, ao final, não nos deixam enxergar o problema central: muito gasto do governo, pouco incentivo à produtividade e um sistema eleitoral que mostrou que nem mesmo novos governantes são capazes de resolver os problemas."
Vai acabar mal
"Você tem de pensar em gestão de recursos sabendo que esse negócio vai acabar muito mal. Nós só não sabemos onde nem como. Porque não há precedente, não há previsibilidade. Algo de riqueza terá de ser destruído para preservar o resto. Não há ganhadores. Há quem perde menos. Aqui não se trata de escolher entre o ótimo e o bom, mas entre o ruim e o péssimo. Eu fico pensando o tempo inteiro, porque isso é colapso de modelo. É o colapso de um negócio que deve US$ 3 trilhões ou US$ 4 trilhões e o sistema não tem como pagar. Além de tudo, o sistema, mesmo não pagando, não tem como continuar assim. Então, o que será da humanidade?"
O gestor nessa conjuntura
"Se eu consigo saber o fim da estrada, que será um desastre monumental, por que eu não sei o meio da estrada? Aliás, nem eu nem ninguém. Parto de algumas premissas das coisas que tenho mais certeza para outras que tenho menos certeza. A primeira coisa clara para mim é que, de alguma forma, sempre quem paga a conta é o dinheiro. Isso não quer dizer que é para comprar ouro, que não vai resolver. Dinheiro sempre é o que perde mais porque é papel. A outra conclusão é que o euro vai ser o grande perdedor - mas ainda não sei quem vai ser o vencedor. A terceira conclusão é que os bancos europeus, no geral, vão ter de ser estatizados. Não quebra ninguém. A quarta conclusão - e essa é binária - é que ou o euro acaba (e sobram 17 moedas nacionais) ou haverá uma monetização (ou seja, impressão de dinheiro pelos governos). Mas esses são dois caminhos totalmente opostos e suas consequências no mercado, também. Temos, portanto, cenários que são 'isso e aquilo' e cenários que são 'isso ou aquilo'. Então, tento começar a comprar opções. Onde eu posso estar muito errado? Esse negócio ficar em conta-gotas por meses. É que, nesse cenário, você compra seguro e acaba perdendo o prêmio. Quem ganha é a seguradora. O raciocínio de gerir dinheiro é baseado em certezas, timings, coisas binárias."
Nave espacial ou Titanic
"90% do dinheiro do mundo que sobra está com menos de 1% das pessoas. Um bilhão de pessoas têm até R$ 200 mil no banco. Essas pessoas têm seus recursos protegidos pelo governo. Mas quem tem muito dinheiro vai perder. A questão é que esse processo não necessariamente ocorrerá amanhã nem vai ser rápido. Poucas vezes na minha vida me vi tão extremamente em dúvida. Não quer dizer que estou inativo. Mas, às vezes, acho que estou no comando da nave espacial que vai para o sol, às vezes acho que estou no comando do Titanic. Fico extremamente angustiado pela dificuldade natural desse processo, pois nunca vimos isso."
Perder menos
"Estou olhando o patrimônio das famílias que confiam em mim - 5 mil ou 6 mil famílias, com patrimônio de R$ 15 bilhões - e tentando, honestamente, perder menos. Perder menos não quer dizer perder menos em real, perder menos olhando o bom cenário. (No Fundo Verde), estamos um pouco acima da taxa Selic (juro básico da economia) porque ganhamos um dinheirão na renda fixa e no câmbio, mas perdemos 6%, 7% na bolsa. Conseguimos na renda fixa exatamente o que o CDI comeu da bolsa. Então está bom. Num ano em que a bolsa cai tudo isso, a gente está no CDI. Acho que meu papel está ok. Nossos clientes estão felizes. Em dezembro de 2008, escrevi que tínhamos a chance de uma vida para comprar ações. Deu certo. Em 2009, subiu 100%. Desta vez, eu não acho isso. Não quer dizer que seja um cenário de possibilidade zero."
Lições para o Brasil
"O que está acontecendo é importante para o Brasil. Não agora, quando sofremos menos, estamos crescendo, com dívida baixa. Mas é uma lição boa porque está acontecendo antes que seja tarde demais. A gente vai ter essa experiência de colapso de modelo para dizer: precisamos fazer reformas, temos de ganhar competitividade. Graças a Deus, a Argentina estourou em 2001 - quando o Lula entrou -, que o Brasil não seguiu o caminho da Venezuela. O Brasil evoluiu. Começou com Fernando Henrique Cardoso e o PT do Lula e da Dilma foi aprendendo. Governos têm de ser impopulares. Se todo mundo gosta de você, significa que você está fazendo algo muito errado. É impossível agradar a todos. Outra coisa que Lula e Dilma aprenderam com Fernando Henrique: é melhor não fazer nenhuma reforma e o País crescer 3% ao ano do que fazer a reforma, que é duro e dá briga, crescer 6%, mas quem vai ganhar é o outro. Isso reflete o espírito com que o Brasil é governado. O medo do confronto para um futuro melhor. Em resumo, o governo brasileiro ajeita aqui e ali, mas, na verdade, a gente tem um ciclo de desenvolvimento endógeno baseado em 15,20 anos de inflação estável, âncora cambial, avanço do crédito e melhores práticas que nos levaram até US$ 12 mil de PIB per capita. Mas, para ir a US$ 30 mil, tem de mostrar a que veio."
Maus sinais
"O Brasil está bem, mas há sinais de que algo está errado. Exemplos: imóvel está caro, nosso Big Mac é o mais caro do mundo, nosso Corolla é o mais caro do mundo, a nossa arte está ficando a mais cara do mundo. As vendas no varejo estão crescendo muito acima da indústria de transformação. A balança comercial mostra que a indústria de transformação passou de um superávit de US$ 25 bilhões para um déficit de US$ 43 bilhões em quatro anos. A razão investimento/consumo mostra o Brasil como um dos piores do mundo. O investimento público também é um dos mais baixos do mundo. Nossa previdência é a pior. A Alemanha gasta como a gente, mas tem 19% da população idosa. Nós temos 8%. Esse dinheiro está sendo usado para o Lula ter 90% de popularidade. Há ainda o sistema tributário e a inflação, que só não está pior porque os bens duráveis estão com os preços estáveis. O Lula tinha uma noção intuitiva disso porque é um político. Mas a Dilma tem perfeita noção. Nada disso surpreende a Dilma. O duro é, dentro desse sistema político que vivemos, consertar. A Dilma é uma excelente presidente. Graças a Deus, pegamos uma pessoa preparada, que sabe os desafios que têm pela frente."
Mudanças necessárias
"Este ano, a indústria caiu em si: com o dólar entre R$ 1,60 e R$ 2, estamos ferrados. Estamos em uma armadilha de produtividade. Para isso, precisamos de mudanças profundas. Há outra parte disso que é cíclica, da qual o Brasil pode até sair melhor. Temos de manter macroprudenciais grandes e juro alto para combater a alta da inflação. (Guido) Mantega e (Alexandre) Tombini estão dizendo para a população: vocês correm maratona com 50 quilos nas costas. Vou trocar por uma mochila de 25 quilos. O Brasil tem isso para queimar. Só por esse lado, estaremos bem. Além disso, o Brasil tem soja, minério de ferro, algodão, petróleo, água, terra, um capitalismo de governo que não tenta ferrar o empresário - caso da Argentina e da Rússia. O Brasil entende que o capital precisa ganhar para dar retorno e emprego. Então, acho que estamos bem por alguns anos e ainda podemos melhorar muito. Dá para tirar muita mochila ainda. O problema é quando você estiver correndo pelado. Aí acabou o arsenal."
Selic x risco
"Tive um sócio que costumava dizer: é melhor ter lucro tributável do que prejuízo isento. Cuidado com essa história de 'vamos ganhar mais'. Melhor ganhar 8% ao ano do que tentar ganhar 12% e fazer alguma besteira."
Fim da corrida do ouro
"A corrida do ouro acabou. Está subindo há 10 anos. Há algo que tenho convicção absoluta, só não sei o nível: a única coisa com que se vai perder menos são as ações de boas empresas. Não há outra coisa. Imóvel, arte, ouro. Há uma discussão enorme sobre quais são essas empresas, onde elas estão, etc. Estou falando, claro, como algo geral. Afinal, temos 30 setores em mais de 100 países. Não estou recomendando que as pessoas vendam suas casas e invistam em ações. Mas, quando a queda vier, atingirá tudo isso."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Falling into TRUST


by Sue Krebs
The concept of TRUST has been playing around in my head lately.  I want more trust - I want to trust my inner guidance, my knowing-ness, my connection to Source, my intuition.  I want to TRUST myself more.
I'm a person who spends a lot of time in her head.  I like to know things.  I like to learn and to figure out how things work.  I like to know the why so that I can understand.
But I'm learning that life is an energetic ride - and a truer measure of where we're heading is not a matter of knowledge but of emotion.  Our feelings guide us into alignment with all that we're wanting, dreaming, aspiring and expanding into.
So I'm practicing being happy.  I'm making feeling good my number one priority.  I do things only because I want to.  I'm catching the word "should" and eliminating it from my vocabulary.  ...And do you know what?  It's working.
Life has become a series of little miracles and amazing happenings.  I see beauty wherever I look.  It's utterly mind-blowing how much beauty there is to appreciate in our physical world.
This is where TRUST comes back into the picture.  Am I where I want to be?  In some ways, yes; in other ways, no.  But I'm leaning on TRUST to see me through.
There's still much I don't understand, but I TRUST I know everything I need to right now.
I still don't know what form my business will take, but I TRUST that it will be revealed to me in perfect timing, and I TRUST that it will fulfill my dreams in ways that I can't even imagine right now.
I don't know how thousands of dollars are going to show up in my experience, but I TRUST that the Universe (which is infinintely more capable than I at this) will orchestrate everything in the best possible way.
I know that what I see in my life right now is the result of what I've given my attention and focus to in the past.  And I TRUST that by keeping my focus on things that geel good to me now, I'm creating a future full of all kinds of things that I want and that will give me more reasons to feel happy.
That's what the saying, "Our power is in the NOW," is all about.  It is in our NOW that we focus our energy and attention.  And it is that focus that creates the next moment of NOW.  In fact, that's all we really have to work with - an endless string of NOWs.
When doubt and fear creep into my thoughts, as they occasionally do, I keep pulling back to my number one priority of feeling good.  I focus on how I can regain my joy, my happiness.  And again, I reach for that TRUST - believing that everything really IS okay.
As I practice relying on this TRUST, my inner guidance grows stronger and surer.  My intuition gets louder.  I gather "evidence" and "proof" that All is Well, and that the Universe really does orchestrate things perfectly.  Until I reach that place of complete knowing, until what I see matches what I'm now wanting, I will continue to TRUST that I'm on the right path, on MY path, to becoming all that I can be, all that I already am.
Because, you see, I already TRUST that that is what life is all about - becoming ME, becoming more of me in every way possible and experiencing the power of my creating my life in any way that I choose.  It's up to me.  And I TRUST that All Is Well.
Sue Krebs | November 30, 2011 at 5:15 pm | Categories: Spiritual Awakening | URL: http://wp.me/pIFVn-3H

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paradise - Coldplay



When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Ooohh

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And the bullets catch in her teeth

Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night, the stormy night
She'll close her eyes
In the night
The stormy night
Away she'd fly

And dreams of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

She'd dream of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

And so lying underneath those stormy skies
She'd say oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun must set to rise

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os Perigos das Famílias Com Duas Rendas


Stephen Kanitz

Images (43)A minha geração tinha o seguinte business model: uma renda, normalmente a do homem provedor, e uma mulher que ficava em casa cuidando da infinidade de filhos que a religião dizia que nós deveríamos ter.
Não éramos nós homens que mantínhamos as mulheres no lar, eram os filhos.
Casávamos cedo, tínhamos filhos cedo, e nosso fluxo de caixa virava negativo bem cedo.
Filhos custam uma fortuna, cada vez mais.
Antigamente, custavam cerca de uns R$ 200.000,00 por filho.
Hoje, se incluirmos o fato de que vivem em casa até os trinta anos, com mestrado e tudo, o custo total passa dos R$ 800.000,00 até um milhão.
O desembolso efetivo em caixa é menor do que isso, o que justifica o fato de alguns pais estranharem esse valor.
O valor que apresento aqui é o quanto você teria hoje a mais de patrimônio se todo o dinheiro que você gastou com um filho tivesse sido aplicado em ações ou títulos do governo nos últimos trinta anos. Essa é uma forma de medir o custo de um filho, no sentido de quanto o filho lhe empobreceu, em vez de quanto lhe custou. É muito dinheiro, boa parte devido aos juros sobre juros que você deixou de receber.
Eu não trocaria os sorrisos e o prazer de ter um filho por juros, por nada neste mundo, mas é uma indicação do quanto custa uma família.
Quando vejo compararem a riqueza de uma família de classe média com dois filhos, e a pobreza de uma família do Nordeste com seis filhos e em seguida reclamarem da má distribuição de renda neste país, fica óbvio que algo está errado.
Aqueles quatro filhos a mais valem muita coisa, e dizer que a família de classe média é mais rica é falta de humanismo, típica de acadêmicos que manipulam números.
Um casal onde ambos trabalham, as chances de problemas financeiros são maiores do que em um casal em que um dos dois cuida temporariamente dos filhos.
Parece não fazer sentido, mas infelizmente é assim.
O que acontece com casais em que ambos trabalham é que a chance de um dos dois perder o emprego dobra com relação ao casal com um provedor só.
Se as chances são de 10% ao ano de perder o emprego, um casal em que ambos trabalham têm 20% de chance de ver sua renda cair pela metade.
Isso representa uma família em cinco, a cada ano que passa.
Este foi um dos problemas da crise de 2008.
Desempregou 10% da população americana, 20% das famílias, porque hoje a maioria das mulheres americanas trabalha.
Nas famílias nas quais só um trabalha, as chances do provedor são menores.
Casais também não fazem a conta de quanto ter dois membros da família trabalhando custa a mais.
É um carro a mais, roupa de trabalho a mais, uma babá, empregada doméstica, provavelmente mais doenças infantis, quando não alguns problemas que precisam de psicólogos. Com pais fora de casa é maior o perigo de drogas e violência. Tudo isto é custo não computado.
O desenlace começa mais ou menos assim: você poderá descobrir que o segundo trabalhador de sua família não acrescenta 50% da renda do casal, mas somente 30% a 35% no salário do casal.
Não estou defendendo que as mulheres não devam trabalhar, estou defendendo que as mulheres que decidiram pela família acima de tudo não são umas ETs como muitas vezes a sociedade moderna as imagina, e como vimos nas cartas no capítulo anterior.
Quase todas as mulheres que optaram pelas famílias sentem hoje o preconceito dos maridos, das amigas, por terem abandonado carreira e “tudo” para ficar com os filhos.
Se você não tem intenção de largar seu trabalho, seja mulher ou homem, para cuidar dos seus filhos, então adote algumas medidas administrativas que minimizem problemas futuros. Vejamos:
1. Só tenha o primeiro filho quando vocês tiverem poupado um ano inteiro de salário para que possam viver um ano procurando emprego, sem ficarem endividados.
Este era o problema dos casais que casavam às pressas porque a noiva estava grávida. Este é o problema da gravidez não planejada, e que inicia um ciclo de probreza. De gastos imprevistos, dívidas, juros, menos dinheiro disponível e mais dívidas.
2. Todos os custos fixos do casal devem ser cobertos por aquele que ganha menos, seja ele o homem ou a mulher; a renda do outro deveria ser poupança pura.
Se você ganha R$ 3.000,00 por mês e seu marido R$ 4.000,00, os custos fixos, como aluguel, escola e juros contratados deveriam sair do seu salário. Os custos variáveis, diversão e poupança da família devem sair do salário do marido. Soa impossível, mas reflita um pouco sobre isto. Numa crise, seus custos fixos estarão garantidos.
3. O grande erro de casais que trabalham é justamente aumentarem o seu padrão de vida comprometendo a renda em custos fixos, se comparado aos casais em que só um trabalha. Não é o seu padrão de vida que deveria aumentar, é a sua taxa de poupança.
4. Escolha empresas que são pró-família.
As empresas de capital aberto americanas, que se preocupam com resultados trimestrais, devem ser evitadas como o diabo foge da cruz.
Empresas familiares, que estejam ainda na primeira geração, são paternalistas no bom sentido; consideram todos os funcionários como família.